Transcrição Ex Libris – S01e09

[Tecnologia] – A tecnologia educacional (edtech) veio para ficar?

Juntos, a tecnologia e os professores podem renovar as escolas, ou como a ciência da aprendizagem pode tirar o melhor proveito da tecnologia educacional.

Olá, eu sou Sérgio Vieira e este é o 9º episódio da primeira temporada do Ex-Libris, um podcast rápido e ligeiro sobre Política, Comportamento Humano, Ciência, Tecnologia e Cultura. A cada episódio um tema. Seja bem vindo e espero que esteja gostando do Ex-Libris. Aguardo comentários e sugestões, afinal eu preciso saber se estou no caminho certo. Para tanto, basta dar um pulo lá no idigitais.com. 

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A partir de agora o Ex-Libris sobre Tecnologia de 16 de outubro de 2018 começou.

Em 1953, o psicólogo norte americano Frederick Skinner visitou a aula de matemática de sua filha e encontrou todos os alunos aprendendo o mesmo tópico da mesma maneira e com a mesma velocidade. Poucos dias depois, ele construiu sua primeira “máquina de ensino”, a qual permitia que as crianças respondessem a perguntas em seu próprio ritmo. 

Skinner falecido em 1990, psicólogo famoso por conduzir trabalhos pioneiros em psicologia experimental, tinha muitos bons relacionamentos com o governo norte-americano. Propunha o behaviorismo radical – abordagem que busca entender o comportamento em função das inter-relações entre a filogenética, o ambiente e a história de vida do individuo.

[Parênteses] – tive que pesquisar isso: Filogenética – do grego phylon equivale a raça e gen se refere à ideia de origem ou nascimento, ou seja, filogenética é o estudo da origem dos organismos vivos e as relações existentes entre estes [fecho parênteses]

Sua máquina de ensino foi apoiada pelo United States Office of Education (tem video lá no youtube, procura lá “BF Skinner Teaching Machine“, ou se quiser, o link está na transcrição deste episódio).

Em meados da década de 1960, aparelhos semelhantes inundaram o mercado norte-americano sendo oferecidos por vendedores de porta em porta. Em poucos anos, porém, o entusiasmo por estas maquinetas havia diminuído.

Desde então, a tecnologia educacional (conhecida como edtech) repetiu o mesmo ciclo de hype e fracasso mesmo quando os computadores reformularam quase todas as outras partes de nossas vidas. 

[Parênteses novamente] Parece até o podcasting, entra ano sai ano é sempre a mesma coisa: “agora vai” e ploff voltamos à estaca zero. Parece, eu disse parece que agora a mídia começa a se mostrar uma opção razoável ao mercado (a garotada que começou a ouvir podcasts há alguns  já está nas agências e alguns já estão nos cargos de decisão). Oi gente… tudo bem? Olha eu aqui… [fechando o parênteses]

Um dos motivos do fracasso da edtech é o conservadorismo dos professores e seus sindicatos, e consequente burocracia, distanciamento e falta de destreza com as tecnologias disponíveis. 

Outro motivo bem definido, é que o potencial de capacitação e eficiência da edtech ainda não foi apropriadamente comprovado. Aqui eu ressalto o processo causa-efeito, se não há domínio da ferramenta tecnológica e da sua aplicação na educação não haverá capacidade para definir parâmetros adequados para aferir a sua efetividade. É algo como pedir a um biólogo definir em seu laboratório os parâmetros de aferição de qualidade de uma construção  civil.

Hoje, no entanto, os herdeiros de Skinner estão forçando os céticos a repensarem suas posições. Apoiados pelas ferramentas e suportes que a internet propiciou, finalmente, escolas em todo o mundo estão usando aplicativos inovadores para “personalizar” o aprendizado. Isso pode ajudar centenas de milhões de crianças presas em salas de aulas precárias – mas apenas se os defensores da edtech puderem resistir à tentação de reviver falácias e dar asas a idéias irreais sobre como as crianças devem aprender. Para ter sucesso, a edtech deve estar a serviço do ensino, e não o contrário.

O modelo convencional de escola – professor, lousa, giz, e um grupo de crianças – surgiu na Prússia no século XVIII. As alternativas até agora propostas não conseguiram ensinar de forma adequada e eficientemente a maioria das crianças. Salas de aula, crianças agrupadas por idade, estrutura hierarquizada, currículos padronizados e horários fixos ainda são a norma para a maioria das quase 1,5 bilhão de crianças em idade escolar no mundo.

Enquanto isso no Brasil, de acordo com a UNICEF, 7 milhões de estudantes têm 2 ou mais anos de atraso escolar; o ministro da Educação, Rossieli Soares (de 40 anos), afirmou quando da divulgação pelo MEC do Sistema de Avaliação da Educação Básica (SAEB) 2017 que: ”o ensino médio está falido, e corre o risco de chegar ao ‘fundo do poço’, ele não está agregando conhecimento aos alunos”.  E sabe o por que do desespero do Ministro? Simples! Porque 7 em cada 10 alunos do 3º ano do ensino médio têm nível insuficiente em português e matemática. Entre os estudantes desta etapa de ensino, menos de 4% têm conhecimento adequado nestas disciplinas. Ou seja, 96% tem conhecimentos básicos, rudimentares  ou não sabem nada, absolutamente nada, de matemática ou português.

A cada dois anos, o SAEB mede a aprendizagem dos alunos ao fim de cada etapa de ensino: ao 5º e 9º anos do ensino fundamental e ao 3º ano do ensino médio. O sistema é composto pelas médias de proficiências em português e matemática extraídas da Prova Brasil, e pelo Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). Pela primeira vez, o MEC classificou os níveis de proficiência que estão organizados em uma escala de 0 a 9 – quanto menor o número, pior o resultado. Os níveis de 0 a 3 são considerados insuficientes; entre 4 e 6 os alunos têm nível de conhecimento básico; e a partir de 7 até 9, adequado. Etapa mais problemática da educação básica, o ensino médio foi classificado no nível 2 de proficiência. Em matemática, 72% dos alunos têm nível insuficiente de aprendizado. Desses, 23% estão no nível 0, o mais baixo da escala de proficiência. Ou seja, nada, não sabem nada. Em português, 71% dos dos alunos têm nível insuficiente de aprendizado, sendo que 24% estão no nível zero.

Em resumo, ao fim do colegial cerca de 70% dos alunos têm nível insuficiente de matemática e português e destes cerca de 24% nada sabem nada destas matérias. Olha aí o futuro do país sendo delineado… 

Nos países pobres, em média, apenas um quarto dos alunos do ensino médio adquire pelo menos o conhecimento básico de matemática, leitura e ciências. Mesmo nos países mais ricos da OCDE, cerca de 30% dos adolescentes não conseguem atingir proficiência em pelo menos um desses assuntos. Essa parcela permaneceu praticamente inalterada nos últimos 15 anos, durante os quais bilhões de dólares foram gastos em TI nas escolas. Em 2012, havia um computador para cada dois alunos em vários países ricos. A Austrália tinha mais computadores que alunos. Mal empregados os computadores, tablets e smartphones tendem a ser uma distração, ferramenta perfeita para embotar um processo de aprendizado. Um estudo português de 2010 descobriu que as escolas com internet mais lenta e o bloqueio de sites como o YouTube tiveram melhores resultados do que as escolas de alta tecnologia.

O que importa é como a edtech é usada. Uma forma que pode ser a solução é a instrução sob medida. Desde que Filipe II da Macedônia contratou Aristóteles para preparar p seu filho Alexandre, o Grande, pais ricos pagam por melhores professores. 

Alguns inovadores tecnológicos de São Paulo a Estocolmo acham que a edtech pode colocar a atenção individual ao alcance de todos os alunos. As escolas americanas estão adotando tal modelo de modo mais acelerado. Um distrito escolar se comprometeu a introduzir “aprendizagem digital personalizada” para 1/3 de seus alunos, agora. Os métodos de grupos como o Summit Public Schools, cujo software foi escrito pelos engenheiros do Facebook, estão sendo copiados por centenas de escolas. Na Índia, onde cerca de metade das crianças deixa a escola primária incapazes de ler um texto simples, o currículo básico é inalcançável para a maioria alunos. 

Softwares “adaptativos” como o Mindspark são capazes de descobrir o que uma criança sabe e assim formulam perguntas de acordo com a capacidade do aluno. 

Em um paper recente “Disrupting Education? Experimental Evidence on Technology-Aided Instruction in India” os autores afirmam em seus Abstract:

“Estudamos o impacto de um programa de ensino pós-escola com auxílio de tecnologia personalizada em escolas urbanas do ensino médio na Índia usando uma loteria que oferecia aos vencedores acesso gratuito ao programa.  Os vencedores da loteria marcaram 0.37σ acima em Matemática e 0.23σ maior em Hindi durante apenas um período de 4,5 meses. Estimativas (usando Variáveis Instrumentais) sugerem que frequentar o programa por 90 dias aumentaria as pontuações nos testes de Matemática e Hindi em 0,6σ e 0,39σ, respectivamente. Encontramos ganhos semelhantes nos escores absolutos dos testes para todos os alunos, mas ganhos relativos muito maiores para os alunos academicamente mais fracos. Nossos resultados sugerem que programas de instrução auxiliados por tecnologia bem concebidos podem melhorar drasticamente a produtividade no fornecimento de educação.”

O outro caminho que a edtech pode ajudar a aprender é tornar as escolas mais produtivas. Na Califórnia, as escolas estão usando um aplicativo para reformular o modelo convencional. Em vez de livros didáticos, os alunos têm “playlists”, que eles usam para acessar lições on-line e fazer testes. O software avalia o progresso das crianças, eliminando o processo de ‘dar nota’ a cada um dos alunos, aliviando assim a carga de trabalho dos professores. O tempo economizado é utilizado em outras tarefas, como o incentivo às habilidades sociais dos alunos ou aulas individuais. Um estudo em 2015 sugeriu que as crianças que adotaram precocemente esse modelo tiveram melhores resultados nos testes do que seus pares em outras escolas.

Toda essa inovação é bem vinda. Mas fazer o melhor com a edtech significa fazer várias coisas certas.

Primeiro, o “aprendizado personalizado” deve seguir as evidências de como as crianças aprendem. Não deve ser uma desculpa para reavivar idéias pseudocientíficas como “estilos de aprendizagem”: a teoria de que cada criança tem um modo particular de receber informações. Tal absurdo leva a esquemas como o Brain Gym, um programa de “cinesiologia educativa”, certa vez apoiado pelo governo britânico, esquema que afirmava que alguns alunos deveriam esticar, dobrar e emitir um “bocejo de energia” enquanto faziam suas contas. Uma outra falsidade é afirmar que usar a tecnologia significa que as crianças não precisam aprender fatos ou não precisam de um professor – que em vez disso, podem usar o Google e tudo irá funcionar. Alguns ditos educadores vão mais longe, argumentando que aprender e memorizar fatos atrapalham habilidades como a criatividade e o pensamento crítico. É exatamente o contrário. Uma memória repleta de conhecimento permite a evolução desses talentos. William Shakespeare foi educado em Latim e mesmo assim escreveu algumas peças muito decentes em inglês. Em 2015, nos EUA, um vasto estudo com 1.200 análises educacionais descobriu que, das 20 formas mais eficazes de impulsionar a aprendizagem, quase todas dependiam do trabalho de um professor.

Em segundo lugar é preciso garantir que a edtech reduza, em vez de ampliar, as desigualdades na educação. Aqui há motivos para otimismo. Algumas das escolas pioneiras em edtech são as escolas privadas do Vale do Silício. Entretanto, já há muitas outras escolas independentes que utilizam a edtech e ensinam preferencialmente alunos pobres, como a Rocketship e Achievement First – ou Summit, onde em 2017, 99% dos alunos que concluíram o curso foram para universidade e os retardatários obtiveram o maior progresso em relação aos alunos nas mesmas condições das escolas ditas  normais. Um padrão semelhante pode ser observado fora dos Estados Unidos. Em estudos de edtech também na Índia por J-PAL, um grupo de pesquisa, os maiores beneficiários são as crianças que usam software para receber educação corretiva.

Em terceiro lugar, o potencial para a tecnologia da educação só será percebido se os professores a adotarem. Eles estão certos em pedir provas de que os produtos funcionam. Mas o ceticismo não deve se transformar em ludismo. Um bom modelo é o que ocorre aqui em São Paulo, onde milhares de professores e principalmente escolas adotaram a plataforma adaptativa Geekie. Em 1984, Frederick Skinner chamou a oposição à tecnologia na educação de “vergonha”. Dado o que a edtech promete hoje, a mentalidade fechada não tem lugar na sala de aula.

E só para complementar o até aqui exposto neste podcast vou abordar mais um aspecto sobre a questão educacional… O ano era 1968 quando um professor de psicometria, Julian Stanley, se deparou com um gênio que cursava Ciência da Computação na Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos. Joseph Bates, 12 anos, era brilhante – mas estava entediado com o curso, ele estava muito à frente dos estudantes de sua classe. Inspirado por esse prodígio, Stanley iniciou um longo estudo que duraria 45 anos, acompanhando o desenvolvimento de crianças superdotadas que incluiria nomes como Mark Zuckerberg e Lady Gaga.

Então, o que aconteceu com Joseph Bates? Ele se deu muito bem. Ele continuou a estudar, completou um doutorado, lecionou em uma universidade e agora se tornou um “pioneiro em inteligência artificial”. Stanley deu início ao projeto na Johns Hopkins University’s Center for Talented Youth (Centro para Jovens Talentosos da Universidade Johns Hopkins), em Baltimore. Batizado de SMPY, em inglês, que significa Estudo de Jovens Matematicamente Precoces. O programa acompanhou a trajetória de mais de 5 mil crianças superdotadas. Foi por meio desse trabalho que ele chegou a descobertas surpreendentes.

O estudo vai contra a antiga crença de que “a prática leva à perfeição”, segundo a qual você pode se tornar um especialista em alguma coisa contanto que trabalhe duro e tenha foco. Em vez disso, o SMPY sugere que a capacidade cognitiva inicial – como resolver problemas e tomar decisões corretas – tem mais efeito sobre a conquista do que a prática ou até mesmo o status socioeconômico de uma pessoa. Por isso, é importante estimular as habilidades da criança desde cedo – mas sem pressionar aquelas que se mostram mais inteligentes que a média para que se tornem – entre aspas – “gênios”. Isso poderia “levar a todos os tipos de problemas sociais e emocionais”, de acordo com educadores.

Mas, se você quer incentivar e manter seus filhos felizes ao mesmo tempo, os especialistas têm algumas recomendações:

  • Exponha seu filho a experiências diversas – Crianças com alta inteligência geralmente precisam de novidades para se manterem motivadas. Aumentar experiências de vida, além de contribuir nesse sentido, ajudaria a criança a desenvolver a confiança para lidar com o mundo. Psicólogos dizem que o conforto vem de se apegar ao que é familiar. É preciso coragem para tentar algo diferente.
  • Estimule seus talentos e interesses – Seja um novo esporte, um instrumento ou uma aula de teatro, permitir que seus filhos explorem os talentos desde cedo os ajudará a desenvolver habilidades importantes, como a resiliência. Não os force a “ser algo” que eles não são.
  • Apoie as necessidades intelectuais e emocionais do seu filho – A curiosidade é a essência de todo aprendizado. As crianças podem fazer muitas perguntas antes de começarem na escola e, embora sua paciência para responder a todas as questões possa ser um pouco escassa, isso é muito importante para o desenvolvimento delas. Quanto mais “porquês” e “comos” eles perguntarem, melhor será o desempenho na escola.
  • Elogie o esforço, não a habilidade – Ajude as crianças a desenvolverem uma “mentalidade de crescimento”, comemorando a aprendizagem, e não o resultado em si. As crianças aprendem a reagir às coisas através de seus pais. Portanto, seja sobre aprender a falar um novo idioma ou até mesmo andar de bicicleta, a disposição para aprender que deve ser estimulada.
  • O fracasso não é algo a ser temido – Os erros devem ser tratados como blocos de construção para o aprendizado. Aprender com eles deve ser tratado como uma oportunidade para crescer, pois ajudará as crianças a entender como elas podem abordar melhor o problema da próxima vez. 
  • Cuidado com os rótulos – Rótulos só irão diferenciar seu filho de outras crianças. Isso poderia não apenas levá-los ao bullying, mas também adicionar imensa pressão de ser uma decepção.
  • Trabalhe com os professores para atender às necessidades do seu filho – Alunos inteligentes geralmente precisam de material mais desafiador, apoio extra ou liberdade para aprender em seu próprio ritmo. Trabalhar em torno dos sistemas educacionais atuais para atender às suas necessidades é muito importante. 

Por fim,

  • Teste as habilidades do seu filho – Isso pode auxiliar os pais que quiserem fazer um trabalho mais avançado de desenvolvimento dos talentos das crianças e pode ainda revelar problemas como dislexia, transtorno de déficit de atenção e hiperatividade ou desafios sociais e emocionais.

Mas, afinal, como saber se seu filho é superdotado? Aqui – finalmente – estão alguns sinais, segundo a sociedade de alto QI, Mensa. Então preste atenção de seu pimpolho tem: 

  • Memória incomum;
  • Leitura precoce;
  • Gosta de passatempos ou interesses incomuns ou conhecimento profundo de determinados assuntos;
  • Tem consciência de eventos mundiais;
  • Tem senso de humor evoluído;
  • Faz questionamentos todo o tempo;
  • Possui musicalidade;
  • Gosta de estar no controle; e
  • Adora inventar regras adicionais para jogos.

O Ex-Libris, spin-off do Impressões Digitais, um podcast rápido e ligeiro sobre Tecnologia, acabou. Se você gostou do Ex-Libris faça como a AMB3 Gestão Ambiental, ajude este podcaster a divulgá-lo e a mantê-lo. Lá no site idigitais.com você tem mais detalhes sobre como fazer isso. Você pode ainda ajudar o Ex-Libris dando umas estrelinhas lá no iTunes, palmas no anchor.fm e nos outros agregadores nos avalie do jeito que eles permitem. Isso ajuda muito a manter este podcast.

Saúde, paz, grato pela companhia e até a próxima.

Ex-Libris, inteligência com propriedade.

Rosso e Impressões com Pomodoro Digital

Bem gente… fui instado a falar com dois famosos tomates vermelhos meio itálicos (porém, ainda muito brasileiros), que se fizeram acompanhar de um outro convidado incidental brasileiro (este radicado na Bélgica) e várias garrafas de cabernet sauvignon (tanto cá nas terras brazilis como lá no Lácio)… Aproveitem esta versão de No Tempo dos Dinossauros.

Programa 37 (onde falo pra caramba) do Rosso Pomodoro Podcast