Transcrição Ex Libris – S01e03

[Ciência] – Só existe uma raça, a Humana.

Tem cientista que adora as luzes da ribalta, nem que para isso associe genética e raça dando, assim, oportunidade no palco para um bando de malucos festejar e associar a ciência ao racismo da forma mais torta possível.

Olá, eu sou Sérgio Vieira e este é o episódio nº 3 da primeira temporada do Ex-Libris, um podcast rápido e ligeiro sobre Política, Comportamento Humano, Ciência, Tecnologia e Cultura. A cada episódio um tema.

Seja bem vindo e espero que tenha gostado do estilo e formato do Ex-Libris, um spin-off do Impressões Digitais que volta em breve. Aguardo comentários e emails, basta dar um pulo lá no site endereço idigitais.com que tá tudo lá.

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A partir de agora o Ex-Libris sobre Ciência de 25 de set de 2018 começou

Quando geneticistas falam sem o devido cuidado sobre o conceito de raça, arma-se uma confusão dos diabos. 

E isso foi o que conseguiu o geneticista David Reich com seu artigo publicado no New York Times de 23 Março intitulado – Como a genética está mudando nossa compreensão da “raça” – no qual ele afirma – já polemicamente – que a chamada ”ortodoxia” da genética faz com que os cientistas evitem investigar, e até mesmo discutir o que para ele é muito claro: que as variações entre as populações humanas existem! 

“Não é mais possível ignorar diferenças genéticas entre ‘raças’”, escreveu ele. Ressalvo que em todas as vezes em que ele utilizou o termo raça ele utilizou aspas. Fato este que não alterou em nada a reação dos leitores.

O artigo publicado caiu como uma bomba…  todo mundo entrou na gritaria tanto nos círculos acadêmicos como nas ruas, claro. Tanto que uma semana depois de publicado o geneticista teve que publicar um outro artigo em 30 de Março – Como falar sobre “raça” e genética – respondendo aos leitores… o que não adiantou muito, mesmo colocando raça entre aspas novamente.

Nestes tempos em que grupos de supremacia branca estão ganhando força e fazendo abertamente manifestações nos Estados Unidos – e em outros países que é melhor nem nomear aqui -, não é surpreendente que um artigo como o de Reich reacenda paixões. 

O escritor de ciência Nicholas Wade, cujos artigos sobre raça foram severamente criticados por geneticistas, respondeu rapidamente: “Finalmente! Um geneticista de Harvard, David Reich, admite que existem diferenças genéticas entre raças humanas, embora ele coloque a palavra raça entre aspas. ”

Wade e Charles Murray, co-autor do livro mais do que controverso The Curve of Bell, são defensores declarados da existência de raças humanas e também da inferioridade do negro. Murray também celebrou a escrita de Reich, embora, ironicamente, quando seu livro foi publicado, entre os geneticistas que o condenaram como um instigador do racismo estava o próprio Reich.

Alan Templeton, um geneticista e estatístico da Universidade de Washington em St. Louis, escreveu um artigo com profundidade e base onde analisa vários grupos humanos e nos dá uma idéia precisa do significado de raça em termos biológicos, sempre apoiado nas variantes genéticas que definem as espécies e não em características como a cor da pele, por exemplo, que são adaptações e que variam nas populações como resultado de mudanças no ambiente.

As raças podem existir em humanos em um sentido cultural, mas os conceitos biológicos de raça devem ser estritos ao demonstrar se essas construções correspondem a categorias biológicas reais de seres humanos. Os conceitos modernos de biologia podem testar a existência ou não de raças humanas usando as ferramentas da genética e aplicando rigorosamente o método científico através da formulação e teste de hipóteses.Com o uso de novas tecnologias no estudo do DNA, pode-se inferir a ancestralidade geográfica dos indivíduos, estudando um grande número de genes e as expressões deles, os alelos. 

Em uma análise inicial, usando uma variedade de marcadores em auto-declarados “brancos” nos Estados Unidos, se encontrou principalmente um ancestral europeu; enquanto que os auto-declarados “negros” são basicamente de origem africana, com pouca sobreposição entre os auto-declarados “negro” e “branco”. Seguindo a mesma linha, mas desta vez com uma amostra local de pessoas que se identificaram como e “brancos”, “mulatos”  e “negros”, antropólogos brasileiros encontraram uma extensa sobreposição de ascendência africana entre todas as “raças”. Além disso, os  auto-declarados “brancos” brasileiros tinham uma ascendência africana maior do que alguns dos auto-declarados “negros” dos Estados Unidos. É claro, então, que as categorias raciais de “brancos” e “negros”, definidas culturalmente, não têm o mesmo significado genético no Brasil e nos Estados Unidos. As inconsistências no significado de “raça” através de culturas e ancestrais genéticos fornecem uma forte razão para uma definição de raça livre da biologia e baseada apenas na cultura.

Logo após a conclusão do projeto do genoma humano, o seu diretor Francis Collins, juntamente com a sua equipe, lançou uma espécie de desafio para que os pesquisadores se dedicassem – com todas as informações de nossa estrutura genética à mão – na resolução de todos os problemas ainda não resolvidos da biologia, da saúde e da sociedade. De especial interesse foram os problemas relacionados às disparidades de saúde entre brancos e negros. 

Os Estados Unidos têm investido mais de um bilhão de dólares ao ano em estudos genéticos para encontrar a raiz biológica dessas diferenças. “O que encontramos na literatura publicada entre 2007 e 2013 é essencialmente nada”, diz Jay Kaufman, autor principal do primeiro estudo que examinou os dados genéticos disponíveis que buscavam evidências para explicar a disparidade entre raça e saúde.

Durante anos, pensou-se que as disparidades residiam em um componente biológico fora de alcance, mas quando os avanços da genética permitiram demonstrar que tal componente não existia, o argumento tornou-se tolo e equivocado. Ao analisar por que os negros morrem antes que os brancos, Kaufman diz que, em vez de olhar para a dupla hélice, é necessário questionar o porque da enorme desigualdade social e econômica. Nos Estados Unidos os homens brancos vivem quatro anos a mais que os negros e as mulheres brancas três anos a mais que as negras. 

A principal razão para essa lacuna é a doença cardíaca. Mas depois de analisar por seis anos estudos genéticos sobre o assunto e examinar o genoma em busca de possíveis variantes que propiciassem a doença, eles encontraram exatamente o oposto: foram os brancos que mostraram o maior risco. “Gastamos uma quantia enorme de dinheiro nesses estudos que não levaram a nada”, diz Kaufman. Mas então, por que ainda há tanto esforço?

Um motivo – que tem mais a ver com finanças que com a biologia – pode ser encontrado no primeiro medicamento específico para negros, o BiDil uma combinação de dois medicamentos genéricos usados ​​em doenças cardíacas durante décadas. Em 2005, o FDA aprovou as drogas antigas com um novo propósito: o tratamento de problemas cardíacos para uma única raça, os afro-americanos (de acordo com a classificação norte-americana). 

Jonathan Kanh, autor de Race in a Bottle escreve extensivamente sobre a história do BiDil. Não há dúvida de que o medicamento atua em negros, embora o problema grave seja que os processos de aprovação do medicamento não tiveram grupos de controle. Os pesquisadores estudaram o BiDil apenas em negros. 

Parênteses  – Quem conhece o mínimo do conceito “método científico” deve estar se esganando junto com Carl Sagan… – Fechando os parênteses e voltando à pauta, repito:

Os pesquisadores estudaram a medicação BiDil apenas em negros. E se funciona neles não é porque são negros… mas porque –  a gente sabe – eles são humanos. 

Quem tá ganhando ainda com essa relação raça / saúde é a NitroMed, a empresa por trás do BiDil que conseguiu que a patente que iria expirar em 2007 fosse estendida até 2020.

E assim é com outras doenças, como diabetes atribuída aos mexicanos, que não tem outra explicação além dos problemas da dieta pobre e, novamente, a enorme desigualdade social. Além da escassa evidência científica- que sustenta as disparidades entre a saúde e as “raças” – o problema sério está na disponibilidade de medicamentos, porque a precariedade do sistema de saúde os torna inatingíveis.

Há uma grande manipulação da ciência e de seus resultados,  os quais são interpretados conforme interesses nem tanto obscuros. Permitir este tipo de malversação de conhecimento é uma enorme responsabilidade para uma sociedade que deveria garantir a saúde de seus cidadãos, e não distorcer as evidências que indicam que as disparidades raciais em saúde não têm base na biologia. Para transformar tais evidências em um instrumento de dominação racial basta apenas propagar uma ideia: eles têm saúde ruim porque são negros ou hispânicos.

Talvez seja hora de lembrar um pouco sobre a nossa história evolutiva. A origem do homem foi estabelecida na África de onde, e através de muitos movimentos migratórios se espalhou pelo planeta. Por milhões de anos, nossos ancestrais hominídeos evoluíram para o que somos hoje, o Homo sapiens. No processo, muitas trocas genéticas ocorreram entre os diferentes hominídeos que já haviam se estabelecido em diferentes regiões e haviam se formado em diversos grupos humanos. Em um ponto, cerca de 30.000 anos atrás, os neandertais desapareceram, nos tornamos o último hominídeo da Terra, o único remanescente.

E de volta para a discussão inicial da existência de raças com uma base biológica, não cultural, talvez a melhor maneira de ilustrar a enorme mistura que ocorreu em nosso genoma, seria fazer uma análise científica e profunda do fluxo dos genes ao longo do tempo, e advinha? Foi feito! 

O fluxo possui diferentes direções geográficas e consequentes misturas. A linha correspondente a África se expandiu em muitas direções, dando e recebendo informações genéticas de todos os outros grupos humanos: europeus, asiáticos, habitantes do Pacífico e das Américas. 

A conclusão mais importante do grande quadro genético que foi pintado pelos cientistas ao longo dos últimos  anos é que a humanidade atual corresponde a uma linhagem evolutiva cheia de miscigenação. Taí nossos – ainda presentes – genes Neandertais e a descoberta nos ossos de uma mulher de 90 mil anos, do DNA que indica ela ser uma ‘híbrida’ de duas linhagens Homo distintas: metade neandertal e metade denisovano.

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Transcrição Ex Libris – S01e02

[Comportamento Humano] – O “cerumano” e seu meio carbonífero

Quando ações de um governo que não está nem aí para a questão ambiental panfleta uma vida melhor para seus cidadão e conquista corações e mentes. 

Olá, eu sou Sérgio Vieira e este é o episódio nº 2 da primeira temporada do Ex-Libris, um podcast rápido e ligeiro sobre Política, Comportamento Humano, Ciência, Tecnologia e Cultura. A cada episódio um tema.

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A partir de agora o Ex-Libris sobre Comportamento Humano de 21 de set de 2018 começou

E não é que o Trump reverteu as regras de poluição que Obama apresentou?

Para especialistas esta reversão do que havia sido proposto (mas ainda não implementado) atingirá de forma bastante negativa a saúde da população norte-americana.

Não sei porque mas, não me surpreendi quando soube que o presidente Donald Trump escolheu o estado de West Virgínia, ou melhor Virgínia Ocidental – região carbonífera dos EUA – para anunciar dia 21 de agosto agora o seu plano de controle de poluição para as termelétricas movidas a carvão. Plano esse que reduz as exigências contidas num plano apresentado em 2015 pela administração Obama, e que até hoje tá enrolado em questões jurídicas.

O Plano de Energia Limpa de Obama visava o dióxido de carbono, que altera o clima, mas como o carvão é a maior fonte de dióxido de carbono dos combustíveis fósseis, o plano do Obama também restringe as emissões nocivas das usinas termelétricas a carvão.

Como um bom político, no seu discurso na Virgínia Ocidental Trump teceu loas e boas ao SEU projeto e deixou uma coisinha de fora de suas declarações: o provável aumento de mortes e doenças devido ao retrocesso contido nesta regulamentação.

Os controles para mitigar as emissões, para a despoluição do ar, desde a década de 1980 praticamente extinguiram as nuvens de fuligem negra que costumavam subir das chaminés das termelétricas da Virgínia Ocidental e na Pensilvânia. Os regulamentos reduziram substancialmente as taxas de mortalidade nos arredores das minas e das termelétricas. 

Atualmente, os poluentes se elevam das chaminés como gases, carregados de finas partículas – ainda invisíveis – pequenas o bastante para passar pelos pulmões e chegar à corrente sanguínea. E aí que a coisa pega.

Um estudo da Agência de Proteção Ambiental norte-americana (EPA) diz que esses poluentes gasosos e particulados aumentariam com o plano de Trump, se comparado com o plano do Obama. E isso, diz a EPA, levaria a mais ataques cardíacos, asma e outras doenças.

Nacionalmente, a EPA diz que a nº de mortes causadas  por esta doenças serão acrescidas de 350 a 1.500 mortes a cada ano sob o plano de Trump. Mas é o norte de Virgínia Ocidental e parte da vizinha Pensilvânia as aéreas que serão mais atingidas.

Um minerador de carvão que exerce sua profissão há 35 anos não se intimida quando ouve este tipo de alerta –  logo após o comício do Trump o mineiro afirmou que:

A última coisa que as pessoas da região querem é que o governo imponha mais controles ao carvão – e o ar aqui nas montanhas da Virgínia Ocidental parece muito bom… Pessoas vieram aqui e nos disseram o que precisávamos. Nós sabemos o que precisamos. Precisamos de um emprego

Complementou o habitante da pequena cidade da região carbonífera que fica  entre duas minas de carvão e a 12 km de uma usina termelétrica movida a carvão.

Eu jurava que só por aqui na terrinha a gente tinha eleitor deste tipo.

Ainda pela EPA a proposta de Trump mataria de 1 a 2 pessoas a mais por ano para cada 100 mil nas áreas mais atingidas, sempre em comparação com o plano anterior do Obama que anda encalhado na Justiça. Para 1 milhão e oitocentas mil pessoas da Virgínia Ocidental isso daria pelo menos doze mortes a mais por ano.

O administrador da EPA, Andrew Wheeler, um ex-lobista do carvão… 

Eu sabia! A turma do Trump fez estágio aqui no Brasil, só pode…

Voltando… desculpe eu me empolguei, então… Andrew Wheeler, ex-lobista do mercado de carvão – insisto em repetir o cargo anterior –  cujo avô trabalhou nas minas da Virgínia Ocidental, foi para mesma região promover o plano do Trump. Lá ele afirmou que “o recuo do governo federal em regular a poluição causada por usinas elétricas a carvão foi uma boa ideia”.

Em Washington, o porta-voz da EPA, Michael Abboud, disse que este novo plano resultará em “reduções  dramáticas” de emissões, mortes e doenças comparando com a situação atual. 

Como bom porta-voz político, ele nem cogita em comparar o impacto com o plano proposto por Obama. 

A cerca de 160 quilômetros ao sul de Grant Town, perto de Charleston a capital da Virgínia Ocidental, uma lojista diz sorridente: 

Se Trump acha que seu plano é melhor, isso é bom o suficiente para mim. Eu apenas sei disso. Eu gosto de Donald Trump e acho que ele está fazendo a coisa certa.

A lojista demonstrou todo seu apoio a Trump no comício do dia 21 de agosto. Ela mora a oito quilômetros da usina termelétrica a carvão John Amos de quase 3 Gigawatts de potência.

O plano de Trump, dentre outros aspectos, cede aos Estados grande parte da supervisão – hoje federal – das usinas a carvão existentes. Estes mesmos Estados,  individualmente, irão decidir o que e quanto regular nas suas termelétricas. 

O plano está aberto para revisão pública, antes de qualquer decisão final da Casa Branca.

O porta-voz da EPA, Michael Abboud, e a porta-voz Ashley Bourke, da Associação Nacional de Mineração, que também apóia – ora veja – a reversão regulatória proposta por Trump, disseram que outros programas federais já regulam as emissões nocivas das usinas a carvão. Bourke também argumentou que os estudos de saúde que a EPA usou em suas projeções datam da década de 1970, quando as usinas eram muito mais “sujas”.

Em resposta, Conrad Schneider, da organização ambiental sem fins lucrativos Clean Air Task Force – que analisa as projeções da EPA para este caso – , disse que as estimativas de mortes do estudo da Agência levaram em conta a regulamentação existente sobre as emissões das usinas. 

Além disso, estudos de saúde usados ​​analisaram níveis específicos de exposição a poluentes e seu impacto na saúde humana, por isso permanecem constantes ao longo do tempo. Ou seja, se alguém morria exposto a certo nível de um poluente em 1970, nos dias de hoje você nas mesmas condições morreria.

No comício de 21 de agosto na Virginia Ocidental, Trump ainda soltou essa:

Estou me livrando de algumas dessas regras e regulamentos ridículos, que estão matando nossas empresas … e nossos empregos.

Certinho Trump… certinho.

 

O Ex-Libris, spin-off do Impressões Digitais, o podcast rápido e ligeiro sobre Comportamento Humano, acabou.

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Ex-Libris, inteligência com propriedade…

Transcrição Ex-Libris – S01e01

Programa de governo? Não! De candidatos.

Olá, eu sou Sérgio Vieira e este é o 1º episódio da 1ª temporada do Ex-Libris, um podcast rápido e ligeiro sobre Política, Comportamento Humano, Ciência, Tecnologia e Cultura. A cada episódio um tema.

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A partir de agora o Ex-Libris sobre Política de 18 de set de 2018 começou.

 

Acompanhando discussões em mídias tradicionais e até em podcasts sobre as diferenças e igualdades de programas de governo de candidatos majoritários à presidência da “res publica” brasileirinha… me pego levantando o cenho (pesquisem garotos eu não vou explicar), ou melhor, o próprio tema PROGRAMAS DE GOVERNO me causa espécie…

Primeiramente, jamais ouvi alguém difundindo ou, ao menos, discutindo Programa de Governo de candidatos à governança da unidade federativa, e antes que alguém diga que isso não é importante lembro que só aqui em SP somos 45 milhões de almas acorrentadas ao PSDB desde 1995.

<parênteses>
(até parece o PRI – Partido Revolucionário Institucional do México que ficou quase um século no poder… na realidade, e conferindo aqui, de 1929 a 2000 – hummm… desde já aviso: nunca confie muito nas informações que a gente recebe e vai passando, assim sem mais nem menos… a idade começa a pesar, ela cobra seu tempo e não dá p’ra ficar pesquisando tudo… e a memória já é aquela grande coisa não. O Google também não é dos mais confiáveis. Assim…
< fecho o parênteses>

e de volta ao roteiro…

Complementando este primeiro item: Somos 45 milhões aqui em SP, somos apenas 577 mil habitantes em Roraima. Esta é a defasagem entre – o mais populoso e o menos populoso dos estados brasileiros – coisa de 44,5 milhões de pessoas (por curiosidade a soma das populações de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Bahia – os outros 3 estados mais populosos do país além de São Paulo: dá algo como 53 milhões).

Esta quantificação extratificada demonstra nossas múltiplas realidades – o pior é que os 4 maiores estados da União Federativa são quase 50% do país. Lembrando que a maioria dos estados são áreas de domínio das mesmas catervas familiares há décadas, se não séculos.

Tem um deputado federal de Barbacena, lá em Minas Gerais, que está em seu décimo (isso mesmo) décimo mandato – 40 anos na Câmara… já deve ter placa de patrimônio da União no traseiro. Ele começou sua vida política em 1954… vocês devem ter ouvido falar muito dele, né?! Seu nome é Bonifácio José Tamm de Andrada, 88 anos, descendente de José Bonifácio de Andrada e Silva. A prole já está devidamente enfronhada em assembléias, judiciários.

Em segundo lugar, me arrepia a nuca, quando percebo que o primeiro item aqui abordado está completamente comprometido.
Pois, como explicar que o ex-alcaide oportunista de São Paulo que – há poucos meses – num rompante abandonou o cargo após ser fervorosamente eleito no 1º turno, ‘tá agora posando de salvador do Estado (afinal ele é gestor, ele não é político – como cansa de afirmar).

O gestor em pauta, rasgou seu contrato (literalmente), tripudiou os próprios parceiros de partido e tocou um sonoro “dane-se” para os habitantes da capital de São Paulo. Tal qual outro prócer da turma que alardeia “me elege. me elege… que vou abandonar o cargo assim que der pra abiscoitar mais uma graninha ali”… sim, aquele ex-candidato à presidência, que não resiste a uma bolinha de papel na cabeça, e que sem eira nem beira voltou ao país em (19)79, mas fez sua filha uma empresária milionária antes dela completar 30 anos.

Tenho certeza que este animal… político não compreende o que significa – moralmente – ser eleito para um cargo público de tal magnitude e a obrigação intrínseca imposta pela regra democrática; mesmo que admitamos de forma machista a justificativa feita por ele comparando o abandono do cargo eletivo (um contrato social legal e moral múltiplo) a um casamento que não deu certo (um contrato social e emocional entre apenas 2 partes).

Não podemos esquecer que tal sujeito é useiro e vezeiro de apropriação indébita de dinheiros e de próprio público, e pra completar, caloteiro de impostos contumaz, como a justiça decretou em processos transitados em julgado.

Só um idiota de primeira ordem elege um boçal deste calibre a um cargo executivo (o boçal de calibre maior, nato por natureza, não é pauta deste episódio do Ex-Libris).

Desprezando os dois primeiros pontos, e analisando os atuais programas de governo de candidatos à presidência temos uma situação patética, se não patológica. Nota-se que em quase sua totalidade eles não passam de um blá-blá-blá-blá sem substância, ou como diria o FHC – em seu tupi-guarani fluente – um nhe-nhe-nhém.

Para se extrair algo definitivo destes pífios planos de marketing executados por obrigação legal – apenas dirigidos aos financiadores de campanha e para a conquista de votos (vide plano e discurso de ações de governo da Dilma em 2013) – são necessárias altas doses de inventividade interpretativa. Percebe-se nestes apenas traços de planos de Poder, nunca de plano de Nação. Quando muito uma ideia ou outra aqui e ali.

Como exemplo de como é tratado tal documento – exigido para inscrição como candidato – no Plano de Governo do PSDB para a presidência há apenas 2 – eu disse dois! – parágrafos sobre suas ações relativas às relações exteriores, onde nada é novidade ou merece algo além de um muxoxo. Abre o olho Itamaraty.

Por fim, e de modo sintético… nunca vi um programa de governo (desde 1989) definir um único e sequer voto.

Eles fingem que pagam e a gente finge que joga, né Vampeta?

 

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Saúde, paz, grato pela companhia e até a próxima.

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Transcrição Ex Libris – S01e00

Ex- Libris, o que é

Olá, eu sou Sérgio Vieira e este é o Ex-Libris, o spin-off do Podcast Impressões Digitais que ainda está sendo, lentamente recuperado…

O Ex-Libris é um podcast rápido e ligeiro sobre Política, Comportamento Humano, Ciência, Tecnologia e Cultura. A cada episódio abordarei rapidamente um destes temas.

Como eu já disse o Impressões Digitais irá voltar em breve – vários problemas técnicos nas últimas semanas atrasaram tudo… ainda estou  corrigindo – na mão – um monte de falhas.  Basicamente perdi o backup do DataBase, do SQL lá (quem tem um não tem nenhum lembre-se, sempre!) e não teve jeito… tá dando um trabalhão danado.

Agora falta pouco para ao menos reconstituir 13 anos de podcast… na realidade 10 anos, já que tive duas paradas bem longas. E ajeitar uma solução barata de hospedagem dos mp3 (o idigitais.com eu já corrigi “marromeno” e ‘tá na rede sem os áudios). 

É… se tudo der certo, já já o Impressões Digitais volta, prometo.

Mas… então… para não perder o jeito eu decidi criar este spin-off e testar a agilidade tecnológica disponível hoje.

Estou usando como base para produção do Ex-Libris o Anchor.fm, que em tupiniquim castiço a gente soletra assim a-n-c-h-o-r ponto fm – um aplicativozinho ducapeta, bastante ágil para produtores e que permite uma interação bacana com os assinantes. Se você quiser acesse lá anchor.fm/exlibris (tudo junto) ou instale o aplicativo em seu celular e se divirta.

Os links para os episódios deste podcast eu vou publicar também – em um futuro próximo – no site idigitais.com (pronto, acabei de arrumar mais sarna pra me coçar, mas tudo bem…). Se quiser enviar um comentário você pode usar o email idigitais.com ou o aplicativo Anchor.fm… sem problemas. E claro, o Ex-Libris vai estar sim no iTunes e no Google Podcast.

Então, fique à vontade para questionar, jogar confete, aplaudir, fazer propostas indecorosas ou espinafrar este podcaster.

Ah, sim…- já tava esquecendo – Explicando o que é ex-líbris… (Assim vc não perde tempo abrindo o Google). Ex-libris é basicamente latim… na realidade um substantivo masculino que significa vinheta desenhada ou impressa que as pessoas colam ou carimbam geralmente na contracapa de um livro, onde tem o nome ou a divisa, o selo da pessoa e que serve para indicar posse.

Antigamente possuir livros era extremamente caro, fortunas e influência intelectual eram medidas pelo tamanho da biblioteca da casa do nobre, ou do preclaro deputado lá de Brasília, mesmo que este nunca tivesse lido mais que 3 ou 4 obras do seu acervo.

ETIMOLOGICAMENTE, ou seja de onde se origina: ex libris é uma locução latina, composta pela preposição ex do ablativo ‘dentre’ – ablativo é uma declinação do latim onde as palavras indicam circunstâncias (de instrumento, de afastamento, de origem, de matéria etc.) e do substantivo libris ablativo plural de livro em latim.

Então, ex-libris significa: livro [de] / livro [pertencente a]

Ok, isto aqui é um podcast, mas quem disse que não é um livro?

Pronto, o recado foi dado, espero você no próximo episódio já na semana que vem

Saúde, paz, grato pela companhia e até a próxima.

Ex-Libris, inteligência com propriedade.

AVISO IMPORTANTE 2

Ok,  todos os áudios foram recuperados e organizados, preciso apenas subir estes arquivos para o servidor definitivo e implementar os links de cada podcast para seus respectivos arquivos mp3. A parte de texto aqui foi toda recuperada.  Falta pouco.

Como não dá pra esperar decidi lançar um spin-off do Impressões Digitais agora dia 18/set  – o Ex-Libris (dá uma olhadinha na página dele aqui no Digitais.com eu publiquei o episódio S01e00 onde eu falo sobre o que é o Ex-Libris). Se der tudo certo eu vou conseguir uma frequência decente.

Por enquanto é isso.

 

AVISO IMPORTANTE 1

O site ainda está sendo remontado paulatinamente, pois devido a um equívoco gigantesco deste que digita – e fez tudinho no ID desde dez/2005 – boa parte do site se perdeu (fundamentalmente parte do DB do WP).

Tenho todos os áudios e graças ao WebArchive consegui a parte – em texto –  do que faltava (não sei se consigo reconstruir os comentários).

Tenho alguns bons dias de trabalho insano só para reconstituir o passado. Só então conseguirei produzir os novos episódios da 12ª temporada (sim são 14 anos, mas eu publiquei de 2005 a 2015), 2016 e 2017 passaram em branco.

Até breve e aguardo sua companhia.

Ah sim… não tente clicar nos links dos posts publicados… quase nada está funcional. 

E descobriram quem é o Arkady Vissarionovich Dezhnev!

Lamento informar – principalmente àqueles que perderam madrugadas na internet buscando indícios, pistas, fragmentos históricos que levassem à elucidação da pergunta do Concurso Ganhe o Livro Aforismos do Arkady, ou seja, quem é este ilustre pensador russo – que o Rubem Luiz descobriu quem é este personagem literário, demonstrando astúcia e persistência leu simplesmente a versão em pdf do livro em questão, o qual deixei – desde o princípio do Impressões Digitais disponível na Internet e matou a charada.

Abaixo reproduzo seu e-mail elucidativo:

Ôlas Sergio!
A promoção pra ganhar o livro do piloto de Malenkigrad ainda está de pé? 🙂
Me deu curiosidade e dei uma googlada pelo nome “Arkady Dezhniev”, e em português só tinha a sua página no Terra ( paginas.terra.com.br/servicos/sergiovs/ ), com o PDF dos “aforismos”, informando que provinham do “Viagem Fantástica 2” do Isaac Assimov. Como não tinha nenhuma sugestão de leitura por uns dias, e meus olhos anseiam por papel (Exceto o de rolo de 40m), lí o “Viagem Fantástica 2”, versão Ebook que roda pela internet, e não ví nenhuma das frases (Pensei até em delírios causados pela vossa idade, por algum alucinógeno no vinho tomado durante o Rossos Digitais & Impressões Pomodoras… :-). Hoje tive a curiosidade de olhar o mesmo texto em ingles (Algum ebook de gratis também…) e, Tchã-rã! Lá estão as frases do “Dezhnev Senior” e o Arkady permeando o livro todo, como personagem… Na “tradução” foram simplesmente removidos todos os russos, o texto ficou com quase metade do tamanho, e a história parece “pobre”… Está aqui o ebook, caso você já não o tenha: http://www.rubem.info/Asimov.-.Viagem.Fantastica.II.pdf .
Se meu ingrêis fosse melhor eu iria ler o “original” inteiro, porque pelas bitucadas no texto me pareceu bem mais rico que a tradução/adaptação/emporcalhamento…
Agora, se tem que descrever o personagem, bom, eu teria que ler o texto em ingles… mas deu pra perceber que ele parece um tipo “chato sabio”, ou “metido sabio”, ou sei lá como chamar um personagem que não é lá muito carismático mas o autor fica colocando as frases do pai dele no texto… Puxação de saco para com o Dezhnev Junior por parte do Sr. Asimov! 🙂
Sobre o Dezhnev pai, tem a biografia na wikipedia, nascido na cidade pela qual o livro passa, Malenkigrad, mas morto em 1670… o Sr. Assimov teria que situar a história em 16xx mais ou menos (1700 no máximo), pra ficar mais fidedigno a esse personagem… mas pelo visto a história está totalmente situada no sec. XX…
Bom, não sei se saiu em papel uma tradução decente aqui no brasil… Se saiu, vou ter que providenciar transformar em ebook, porque o mundo internético-brasileño precisa urgente saber quem é Arkady Dezhnev! 🙂 heheheh
(PS: Antes de googlar pelo nome, tive que descobrir como se escreve esse nome… Arcade, Arcadi, Arcady, Arcad, Arkad, Arkade… (Até pensei em pseudônimo do Stalin, que era “Vissarionovich” também…) Sabendo o nome do fulano, tudo fica facil…
(E convenhamos que “iscuitar” direitinho pra “iscrivinhá” um nome russo num audio de podcast nunca é simples…)

Comentando o e-mail do Rubem:
1) O livro (em papel) da versão em português é fidedigno à versão inglesa, pois retirei deste primeiro todas os 63 aforismos citados pelo Arkady durante esta aventura “asimoviana”. O ebook deve ser apenas um resumo (e retirar os russos da história é retirar a estória do Issac)
2) O Arkady é o piloto da nave que é miniaturizada, e passa a aventura toda citando os aforismos (que na realidade são do seu pai)… Estes aforismos estão listados – em ordem de citação no Viagem Fantástica II – no “livro” Aforismos do Arkady.
3) Agora a biografia da wikipédia – juro, não tenho nada com ela – Issac Asimov com certeza utilizou o personagem histórico para justificar a ascendência do Arkady de sua ficção.
4) Malenkingrad em russo significa “cidadezinha”
5) Estes podEscutantes são terríveis, né?! Se, realmente, ouvissem o que digo no podcast, teriam clicado no link LogEntry e no blog-destino (sergiovds.blogospot.com) iriam encontrar – no canto direito bem acima dos AdSense do Goolge – o nome completo do Arkady e o aforismo do último Impressões Digitais publicado.
6) Stalin era pseudônimo, assim como Sarney…

PALMAS AO VENCEDOR!
(agora só preciso descobrir um jeito de enviar o prêmio ao Rubem)

LogEntry – Arkady

Rosso e Impressões com Pomodoro Digital

Bem gente… fui instado a falar com dois famosos tomates vermelhos meio itálicos (porém, ainda muito brasileiros), que se fizeram acompanhar de um outro convidado incidental brasileiro (este radicado na Bélgica) e várias garrafas de cabernet sauvignon (tanto cá nas terras brazilis como lá no Lácio)… Aproveitem esta versão de No Tempo dos Dinossauros.

Programa 37 (onde falo pra caramba) do Rosso Pomodoro Podcast

Dicas e Infos

Muitos solicitaram alguns esclarecimentos de que é toda esta história de podcast, agregador… etc. Assim decidi colocar alguns esclarecimentos no meu Web Log pessoal.

Então clique no link abaixo e pesquise os posts DICAS & INFOS:
DICAS & INFORMAÇÕES – Dicas no Web Log do Sérgio

 

Ahá!!! Que tal, hein, hein…???

A pagininha ficou até legalzinha, né?
Bastou uma garibadinha aqui, outra alí, uns tropeções com as GIF (ô webdesigner doido sô… tem figurinha com um! UM pixel de espessura!! TRANSPARENTE!!!!!!). Agora só falta uns ajustezinhos do tipo “programa de computador: todo mundo sabe quando começa. Agora, quando acaba? Sódeussabe…).

Quanto ao podcast? Bem… tudo ia as mil maravilhas, os testes de gravação e produção, perfeitos… aí o desastre: pifou o microfone! Avalia aqui, analisa alí, mede acolá… e diagnóstico final – mortinho-da-silva…
Agora tenho que comprar um mike usb com supressor urgente (pela dificuldade de achar aqui no Brasil vou ter que apelar pra eBAY), assim posso usar em meus Macs indistintamente… Tentei usar o microfone interno do iMac da filhota e ouçam a droga que ficou…